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terça-feira, 27 de março de 2012

La Diada de Sant Jordi - Parte 1 de 3

Este é o relato um tanto tardio de um final de semana de Lua Cheia em abril de 2011.

Inferno astral, era onde me encontrava. Praticamente véspera do meu aniversário, data que não costumo gostar por diversos motivos. Por mais que tentasse, fantasmas sempre me importunavam e não era uma data prazerosa. Normalmente, ficava isolado e refletia sobre o ciclo que passou e o que está por começar. Sempre, os ciclos. Naquele ano seria um tanto diferente. Algumas coisas boas já haviam acontecido, coisas que realmente me surpreenderam, mas, havia muito ainda por acontecer.
Minha síndrome de "Don Juan" estava latente naquele período. Cada vez mais arranjando problemas, ou melhor, mulheres. Não acredito no mundo binário, e devo arcar com as consequências de tal afirmação.
Aquele final de semana iria ser peculiar. Algo de longa data, prometido e planejado, seria compartilhado entre comuns. Muita expectativa, nervosismo e o perfeccionismo aflorado mais do que nunca.
Além do que, existia uma intensão tácita naquele acontecimento. Queria eu aproximar uma pessoa do meu contato. Alguém que relutava um tanto. Não expunha seu rosto ou velava suas vontades. Enigmática, mas não menos atraente.
...
Milhares de voltas aqui e acolá, e vou buscar a trupe que vem de cima. Nela, estava quem tanto me interessava. Encostei o carro e logo vi uma elfa saltitante. Não demorou nada para que meus olhos fossem enfeitiçados e começasse ali a devorá-la com uma fome sem igual. Indico que deve seguir comigo, afinal, quero companhia e no outro carro já existe um par. Mera balela que não precisa ser comentada.
Como foi difícil não parar o carro e subjugar aquele corpo alvo prontamente. Malditos hormônios. De fato, o cheiro dela me atraiu. Sou mesmo esse cachorro no cio que não pode ver um par de coxas e a intumescência galopante se faz presente. Porra, é triste girar em torno do meu pau.
Aquele era um dia de comer camarões. O grupo todo estava faminto. Pra variar, meu senso direcional novamente falha, e demoro um bocado para achar o bendito rodízio. O prato dela estava lotado de arroz, quase nenhuma salada e camarões, é claro.
Chegamos todos fartos e bem alimentados na casa que iríamos usar para "rituais". Sim, foi esta a afirmação que fiz ao proprietário: "Um grupo seleto de pessoa que estuda algumas coisas místicas, entre outros". Colou.
Havia feito uma divisão das pessoas da casa, julgando o meu interesse e de outros que também mandavam na situação. Poucas malas. "Você, bote a sua mala no quarto da esquerda. Vai dormir comigo. Tome um banho, você precisa se refrescar."
Porém, antes disso, jogo ela na parede, dou um beijo demorado, a mão voa no peito farto. A outra mão vai no cangote. Pescoço, língua, corpo quente. Realmente, tive toda a vontade de fechar a porta e dizer a todos os outros "Estarei fechado para manutenção. Não pertubem...", porém, tinha diversas responsabilidades e não fugiria de nenhuma. Mas, mesmo assim, botei a moçoila de joelhos para conversar com alguém que ela ainda não conhecia. Abrupto, seco e desconexo, cortei o papo cabeça e botei ela pro banho. Nisso, chamo outra mocinha para o quarto e dou instruções precisas de que deve incitar na que está no banho. Acabo aproveitando a situação, e brinco um pouco com ela também. Ao sair do banho, tem um breve susto com aquela cara "O que ela está fazendo aqui?!". Prontamente, mando que sente no meio de mim e da outra mocinha. Forço um beijo na outra, depois em mim. Nada que a mão no lugar certo no cabelo não resolva.
  
(continua em breve)


domingo, 4 de março de 2012

Breviário Obsceno XVI - Sem maiores detalhes

...
- Sim, você entendeu muito bem. Sem nenhum acessório. Apenas o vestido vermelho e os sapatos pretos. Nada de calcinha, brincos ou qualquer outro detalhe.
- Mas, vou me sentir totalmente nua! Nem aqueles brincos que usei na primeira vez? Sei que gosta deles. Poxa, faz tanto tempo que não usos eles.
- Sabe que não irei ceder. Então, pare de frescuras e esteja pronta em 20 minutos. E me espere no saguão. Não quero correr o risco de ter vontade de te descabelar toda e muito menos estragar o que planejei.
- O que planejou?
- Agora tem 19 minutos. (E ele desliga o telefone na cara dela...)
...
Como era do costume dele, já estava no local quando faltava 5 minutos para o romper do prazo. Sabia que ela  iria se atrasar. O tempo deve correr de formas diferentes para as demais pessoas. Ele só precisava controlar seu ímpeto e tudo estaria resolvido. Deu o horário combinado, nada dela. Mais 10 minutos ele pensou. E assim aguardou. Quando a tolerância havia estourado, virou as costas e se dirigia novamente ao carro. Escutou passos apressados atrás dele. O salto alto marcando o chão quase em marcha atlética.
- Mil perdões. O elevador estava muito demorado e acabei descendo pelas escadas.
Nisso ele vira para e dá uma bofetada que esquentou a própria mão no ato.
- Eu adoro esperar, principalmente quem se atrasa.
A partir deste momento, existe um terceiro na conversa. Entra no carro junto com o casal. Senta no banco de trás, afinal não tem a mínima intenção de separar eles. Assim que todos ficam devidamente acomodados, o Silêncio dá um longo monólogo, principalmente para ela, fazendo com que reflita se aquilo é mesmo o que procura para seu prazer. Já ele, reflete intensamente que deveria estar lendo o último livro do Gonçalo M. Tavares que havia acabado de comprar.
Quase chegando ao destino programado por ele, decide apertar o botão vermelho ao lado do volante, ejetando o Silêncio pelo teto com a seguinte frase:
- Hoje não vai ser a minha puta, e sim a dos outros.
- Por favor, explique melhor.
- Estamos quase chegando num ponto famoso de prostituição da cidade. Provavelmente não o conhece. O jogo vai ser você se oferecer, ser durona, resistir até onde puder e...
- E mais o que?
- E mais nada. Apenas isso.
- Tá, mas, isso não é perigoso?
- É.
- Vai me deixar ali como uma puta velha e acabada no relento?
- Vou
- É insano este jogo que vamos fazer hoje.
- Eu sei.
- Já não basta tudo o que faz comigo. Agora, vai me expor a uma situação assim deplorável?
- Bem isso. Deplorável ao bom estilo meretriz de esquina.
- Não tenho ideia de preço pelos "serviços". Como vou saber quanto é uma mamada ou o serviço completo?
- Pense o seguinte, se você cobrar barato demais, vai acabar entrando no primeiro carro que parar ali, Bem que com esse corpinho todo malhado e bronzeado, o quanto cobrar, vão acabar pagando. Cobre sempre adiantado e diga que não aceita débito ou crédito.
- Como assim "não aceita débito ou crédito"?
- Acha que cada puta agora não tem a sua maquininha de cartão na bolsa? Se até flanelinha tem, por que as tias da rua não?
- Inferno de capitalismo.
...
- Pronto. Chegamos. Salte aqui. Venho te buscar assim que o dia raiar. Neste mesmo lugar. E tudo o que ganhar é meu, entendido?
- A brincadeira está bem bacana. Estou realmente com muito medo. Deixa eu voltar pro carro e me come agora, gostosinha do jeito que estou. Pra ti, nem vou cobrar nada e garanto os meus serviços.
- Salte agora.
- Não pode estar falando sério. Das outras vezes, era apenas eu e você. Por mais maluca que fosse a situação, não envolvia outros. E se um maluco decide fazer mal de verdade pra mim, como eu fico? E porra, eu tenho uma imagem a zelar. Sei que não estou na minha cidade, mas, vai que um conhecido me vê fazendo  ponto, e ainda mais um lugar assim. Alivia pra mim, por favor.
- Salte.
...
Ele deu a volta no quarteirão, escondeu o carro e deixou a moça lá, mais de uma hora, no frio, com medo e levando dedadas aleatórias de tarados que procuravam saciar a fome que não cala. De fato, ela foi forte, mas, não esperava o desenlace que estava por vir. Malandro, ele se aproxima de uma forma contra o fluxo natural dos carros. Chega por trás, bota um capuz nela e a algema. Logo em seguida, joga ela nas costas e não diz palavra alguma. É nítida a tensão no corpo dela. Leva ela até o carro, abre o porta-malas e joga o corpo lá. A todo pulmão, ela berra socorro, mas, ninguém dá ouvidos para uma puta.
Mantém a frieza, mesmo com o desespero evidente dela. Guia o carro até um lugar distante e isolado, onde grito algum chamaria a atenção de viva alma, pois não havia nenhuma ali.
Parou o carro num solavanco, estrada de barro, o corpo dela deve ter se batido um tanto nas paredes do carro. Deixou assim, sem nada fazer durante alguns minutos. Então, abriu a sua porta e foi de encontro a sua bagagem especial. Mal abriu e ela abriu o griteiro novamente. Quase sem voz, rouca de rogar ajuda, assim que ele tocou novamente no seu corpo, não segurou a bexiga, e urinou ali mesmo. Os animais acuados sempre fazem o mesmo.
Tirou o corpo dela, levantou o vestido justíssimo e começou a bolinar o sexo dela como nunca havia feito antes. O que era negação antes, agora era pura afirmação de desejo. Ela continuava a relutar, mas, seu corpo reagia ao toque. Levemente úmida, molhada e ensopada. Em pouquíssimo tempo, foi a reação que teve. Antes arranhava e tentava chutar. Quando o sexo latejava de desejo, já não relutava mais ao toque. Quase aceitava que iria ser estuprada por um desconhecido, num lugar qualquer. Ele tira o membro teso para fora, faz mira e momento exato da estocada fala bem mansamente.
- Você não é a vadia de qualquer um. É apenas a minha.

Foto meramente ilustrativa retirada do Google