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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Meias sangrentas - primeiro terço

Sorrir é um ato tão simples, que mal percebemos o quanto acentua nossos dias. Nem todos os dias são primaveras, pássaros cantando e meninas de vestido florido com laço no cabelo. Muitos dias cinzas, de tantos tons, que nos perdemos em reflexões e comparações entre meias cores. Sim, tons pastéis são quase sinônimos de introspecção e melancolia. A morte de uma cor se dá pelo cinza. São Paulo, do alto, é cinza salpicado com um infinito de luzes.
As malas girando na esteira contínua. Lembro do Ford. Aparece o Lobato, aquele bigodudo. Máquina de ver o futuro ou déjà vu? Não sei... Perco o olhar novamente dentro de mim. Vem a cena dela chorando por ter perdido a mala. Mas, nunca aconteceu. É apenas um medo sempre presente em qualquer viagem. Acho que esqueci alguma coisa. E se perderem a minha mala? Os livros sempre levo dentro da mochila. Não tem problema. Será que ela ronca? Nada que um par de meias não resolva. Judiaria, mas nem tenho chulé. Realmente poderia ser bem pior. Ainda acho que esqueci de algo. Minha mala ficou leve demais. Poderia ter trago mais coisas. Talvez, roupas... Um SMS para avisar que já estou aqui. Quero ver se ela trouxe a minha placa de MM. Chocolate... Droga, estou com fome. Duro vai ser sair para jantar com tanta coisa para fazer (ou não). Só eu mesmo para me embrenhar numa coisa assim... E se ela for uma louca? Bem, é o mínimo que devo esperar... Animaçãoooo.
Bonito o cabelo dela. Abraçando. Cheirosa. A coisa vai ser complicada. Tantas fomes... Que caos. Não imaginava São Paulo tão grande. Só naquela fila ali, tem mais táxis do que em toda Florianópolis. Sim, eu sou provinciano. Puxa, é realmente baixinha. Será que eu não vou quebrar ela? Bulinagem dentro de táxi é divertido. Será que ainda está muito longe do hotel? Se ela beijar novamente a minha orelha esquerda, não me responsabilizo por atos secundários de natureza sexual... Arrasta mala. As minhas, não tem rodinhas do tipo que mala fica na vertical o tempo todo. Check-in no hotel. A moça da recepção me olha com desdém. Aperta o botão do elevador. Entra no elevador. Aperta o botão do andar. Aperta ela no elevador. Abre a porta do elevador e quase voltamos a descer. Acha o quarto. Chave-porta. Vuco-vuco, onde por as malas? Preciso mijar. Paudurescência latejante. De joelhos no chão, agora! Sente o meu cheiro. Era isso que queria? Cuidado com os dentes. Você realmente gosta disso... Agora, de joelhos na cama. Não assim, o contrário. Abaixa o quadril. Gostou do tapa? Cuidado, vicia. Você está pingando. Imagina se bater mais... Relaxa, você está tensa. Tensa e úmida. Tensa, úmida e sangrenta? Caralho, olha as minhas meias! Não iamos jantar? Mim pele vermelha, e quem ser cacique? Sabia que havia esquecido algo. Estou sem meias limpas agora...


6 comentários:

Naiara disse...
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Victor Arossi disse...

Bem bacana!!! Não vejo a hora de ler a próx. parte. Mas ae, ela tava menstruada??? (WTF?!)

Naiara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
dog pet_JS disse...

kkkk a mente do victor. Não victor ela era virgem pow!!!

amei o conto, e torço muito por vcs!!!


petbeijos...

Mariii disse...

Oinnn
Ameii o conto e super vi a Naiara no texto Animação \o/ rsrsrrsrs
Otimo mesmo MM!
Bjssss

Naiara disse...
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