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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Final alternativo ao "Conto inacabado de um Natal morto"

A ideia do Conto inacabado é a mesma do coito interrompido. Nada de coisas molhadas latejando dentro de você. Nada de festinha. É a morte que antecipa a morte sem gemido. Mas, como eu ando feliz e algumas pessoas falaram que o conto não poderia terminar assim, hoje, é meu dia de ser puta (na escrita).

Como vou falar novamente de putas, botei Strip-Hop do 3 Mother Funkers, liguei o abajur vermelho e lavei as mãos com sabonete de erva-doce.

Vou contar até 3, e o conto volta na ida do homem ao banheiro. 3... 2... 1


O homem chega ao banheiro, usa o mictório. Ele sempre lembra Duchamp. Mas, logo em seguida lembra que prefere Magritte, que logo lembra do seu "Filosofia da Alcova" com uma pintura do Magritte na capa. Fica de pau duro após esta cadeia de lembranças. Lembra também que está num puteiro, um lugar onde nunca havia feito nada. Não era do seu feitio pagar por sexo. Mas, a quem ele estava querendo enganar. Toda mulher que se aproximava dele consumia a sua carteira. E não só ela, mas também o tempo. Enquanto contava o furos do mictório e tentava ligar todos eles com um caminho só, conclui com as devidas sacudidas no bilau, que o puteiro iria servir bem naquele dia quase morto. Chegou perto da pia e tirou o pau para fora. Pensou em limpar o pau na água gelada. Hesitou um momento e concluiu brandindo alto a seguinte frase enquanto se olhava no espelho.

- Aquelas putas vão me chupar com sebo e tudo mais!

Pronunciando isto, lembrou que o dinheiro lhe tornava poderoso. Tirou a calça fora, jogou sobre o ombro e voltou de pau pra fora no meio do salão.

As putas olham o homem voltar de pau duro sem calça. O barman fica surpreso com o tamanho do pau. Até o momento, não manifestava a sua putice no local de trabalho, mas... As duas putas mais novas e gananciosas correm até o pau do homem. A loira tira uma camisinha do bolso, e já segura na boca para botar no membro nada pequeno. Quando a puta ajoelha, o homem dá uma bofetada com o lado da mão e a camisinha voa longe. A puta não entende. Faz cara de coitada, mas o homem logo em seguida completa.

- Quero que chupe ele como está. Sem camisinha e todo cheio de sujeira. Estou pagando caro e quero tratamento especial.

- Seu moço, sem camisinha, eu não faço não. É muito perigoso...

- Perigoso o caralho! Vai me chupar, e ainda vai ser sem camisinha. Mil pratas pela chupada. Cada uma vai ganhar. E se tu não fizer, ofereço duas mil para tua colega te forçar a fazer isto.

No mesmo momento, a outra puta gananciosa, essa de cabelo cabelo curto e preto, pega a loira pelo cangote esfrega a cara dela no pau sujo sem nenhuma cerimônia. Tenta fazer becinho, não quer abrir a boca, mas logo se rende. A morena também acompanha. O homem gostou da atitude da morena de cabelo curto. Sabe que ela vai ser uma aliada na cena. Mais uma vez a voz profética do puto com muito dinheiro nasce de suas víceras.

- Uma cidade sem prostitutas é como uma casa sem banheiro. Puxa... gostei da frase, quem sabe uso ela em algum livro. Você aí que está só olhando, pega um copo de água agora. E seu bichona, para de olhar pro meu pau, senão daqui a pouco não te pago coisa alguma.

A puta veio com o copo de água na mão, e logo levou o conteúdo dele na sua cara. O homem queria apenas fazer chacota dela, mas puta ela não deixou de ficar. Ergueu a mão e foi de encontro a cara do infeliz. Tola ideia ela foi ter...

- Piranha! Comeu merda hoje cedo? Quem bate aqui sou eu!!! Vocês duas, esqueçam o meu pau. Quero que quebrem aquela vagabunda de porrada. Dou 10 mil para quem arrancar um dente daquela ali.

Sempre a ganância. As rameiras pularam de pronto na pobre indefesa. Socos, cusparadas e outras possíveis agressões, e nada da vadia sangrar. Enquanto isso o puto tocava uma bronha vendo a cena tão singular. Até que a meretriz de cabelo curto e preto arrancou a saia curta da vadia que estava apanhando, e lhe enfiou o dedo no cu sem o mínimo decoro. Pronto, mesmo puta sangra pelo cu quando é pega de surpresa. E apesar de puta, não é toda que dá o cu. Vestígios de uma feijoada de esquina vieram no dedo da gananciosa.

- Que vadia mais imunda, nem se prezou a fazer a chuca. Se botar esse dedo sangrento e cagado na boca dessa que me bateu, ganha o meu carro lá de fora.

Nisso o puto acelerava o ritmo da punheta e quase gozava. Nisso a outra puta tenta segurar a quase desvalecida e vai logo avisando a colega.

- Seguro ela para ti e tu me dá os 10 mil enquanto fica com o carro.

- Fechado.

Com estes dizeres o tempo passou em câmera lenta para os olhos do puto. A puta arregaçada, as outras duas continuando a violar, ele quase gozando, quase, quase... A de cabelo curto abre a boca da infeliz a força, e no contato com a língua, o vômito jorrou no mesmo instante que o puto gozou.



E assim acaba a o conto que não quer acabar. Fica a critério de cada um interpretação escatológica do conto. Podemos extrair várias possíveis mensagens do texto. Por exemplo, uma puta gananciosa pode ser o seu pior inimigo. Ou, dedo no cu sempre é um golpe baixo, mesmo para uma prostituta. Ou ainda, às vezes é bom negar um copo d'água para um cliente com muito dinheiro...    

2 comentários:

Naiara disse...

Ah falando em dedo no... haha. Opa, na verdade quero é comentar sobre o texto. Me diverti!

aldrey disse...

Adorei o final até q enfim né??kkkk
bjs