Páginas

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Breviário Obsceno II

Um breve parênteses antes do Breviário... Esta continuação que segue abaixo não é apenas de minha autoria. É um texto de 4 mãos e outras muitas partes. Obrigado Mariana, aonde você estiver. Ci vediamo... 

Isso não é uma gag!


Arrasto a pequena vênus alguns quarteirões até minha singela alcova. A bruxa, que outrora se chamava sacerdotisa, agora também posso chamar de matreira, esperava impecável como nunca antes seu (eu) dono das vontades. Ela se surpreende com a pequena vênus careca e toda furada. Sabia de longe que aquele não era o meu tipo de mulher. Pequena, franzina e de traços apagados, era a antítese dos meus desejos, era a antinomia do corpo opulento que minha (ela) companheira ideal.

- É essa daí a que tu trazes para casa?

Ergui o braço e com as costas da mão direita, como um maestro demonstrando um fortíssimo que rompe o silêncio, o tapa seco fez brotar o sangue do canto da boca da bruxa.

- Minhas orientações não parecem ter sido claras quanto a hospitalidade que tem que tratar nossa convidada. O tom de voz não é esse e muito menos a frase de boas vindas. Beije cordialmente nossa convidada, ela tem um presente para você.

Entre fluidos brancos e rubros, um beijo doce quase aplaca a pungência dos olhares.

Aquela mistura de líquidos, me fez querer sentir o sabor em junção com as salivas de dois seres tão desavindos. Não hesitei, já que um desses mesmos líquidos, era meu e os outros seriam, por consequência.

A bruxa, no meio do ato, fez-se de rogada, já que em seu âmago sentira que não era única, mesmo eu tendo esclarecido que nunca seria.

- Deixarei vocês a sós. Não vejo o porquê de continuar com isso, já que conheço o gosto de cada gota do seu sêmen.

- Você não tem opção, minha querida tunante. Escondeu as cartas que esta desusada criatura remeteu a mim.

Após enlaçar seus cabelos e apertá-la contra a parede, ela me fitava vociferando por dentro ao sentir meu hálito sedento por sua redenção. E a vadia, num ato de motejo, ousou cuspir em nossa convidada, que por sua vez, apenas abriu a boca gracejamente, sorvendo tantos fluídos ali contidos.

- Não vejo outra alternativa a não ser imobilizar-te, minha cara puta funesta.

- Não hei de titubear, calhorda. Mas saiba que é  contragosto que lhe servirei por esta ou pelas possíveis outras noites que quiçá, esta energúmena ficará por aqui, em nossa morada.

- Vejo que terei de providenciar duas mordaças.

A estranha figura estava a observar, aproximou-se como num desmedido feito de remoque, dirigindo-se a ela, comprimida na parede e sem que eu pudesse dar tempo fosse para impedir, fosse para permitir, mergulhou sua pequena e magra mão por debaixo do vestido de veludo escarlate da bruxa, presa por minhas fortes mãos na parede.

- Não a conceda que faça isso comigo - suplicou a mim, quase lacrimejando.

- Bem sabes que esse seu quase lacrimejar me deixa mais excitado, rameira.

Alcançando as cordas, amarrei seus braços para cima de sua cabeça e pendurei-a num gancho, sem tirar seus pés de salto do chão, também atados, porém, bem separados.

- Ficarás assim por ocultar cartas alheias, pelo tempo que eu achar necessário.

A pequena, não parava de tocá-la, parecia encantada com sua boceta, que mesmo em oposição, gotejava arrebatada.

 - Permite que eu a deguste, Senhor?

Empurrando sua cabeça em direção aquilo que já estava em sua frente, deixei-a sentir o gosto de minha bruxa.

Meu falo intumescia e de súbito, meti entre os lábios da pequena e a boceta de minha bruxa, que se contorcia a espera de um beijo meu. E o teve, mas não sem uma mordida que me fez sentir o sabor que eu tanto gostava nela.

- Percebo que estás sucumbindo de desejos. Quer me pedir algo? Vejo que estás um tanto afoita...

- Solte-me que te mostrarei o que quero.

Soltando uma gargalhada nociva, arranquei a pequena putinha de entre suas pernas e rasguei seus trajes, gentilmente sobrepostos para mim.

- Havia me dito que precisava sentir minha fúria e toda minha gana de homem rompendo essa sua vidinha sem sentido e sem gosto. Se é gosto que tu queres, ajoelha-te e abra a boca, cadela!

Obedecendo-me prontamente, apontei meu falo urinoso e fez-se um jato forte e quente na sua face.

A bruxa, sem ter outra escolha, assistia ao "espetáculo" e suas expressões eram daquelas de fazer pena, pr'aqueles que sentem isso.

Em meio a odores e confluências, a pequena puta se desfaz no mesmo instante de refeita. Tão bizarra e tão úmida, tão entregue as ditas fealdades sobrepujadas de nós, humanos.

Abro um parêntese em minha cabeça no meio de tal ato para extrair alguma conclusão de minhas teses. Tese esta, que se instaura em breves artigos antimorais. Noto que não existe praticamente nada considerado de bom grado quando se trata de moralidade. Não há como controlar uma ereção (não que isso fosse minha vontade) ao ver um ser trôpego de desejos aos meus pés, implorando por mais desonras.

Fui pego de surpresa pelo olhar da bruxa, que nada tinha de titubeante, desatinamente certeiro ao invadir meus pensamentos. Cretina mulher que por vezes não se deixava surpreender pelos mesmos!

Ter alguém ali, servida como um cordeiro que não resiste aos desalinhos ocasionados pelo fato de ser presa, me deixava um tanto mordaz. Contudo, a bruxa que estava ali, privada de movimentos, me fazia sentir um menear subconsciente, que sintonizava com o que ela sabia que era meu ponto brando, sem nunca ter dito a ela. Na verdade, eu mesmo nunca conseguirei expor em palavras.

Uma olhadela que inspirava como um açoite para a putinha que se rastejava às minhas solas, fez com que ela se debruçasse no vão entre minha razão e a minha sagacidade de macho, amedrontando-a.

- Ponha-se de pé. Quantas perfurações há nesse corpo! Vamos, arranque esse do mamilo esquerdo.

- Não posso fazer isso!

- Pode fazer sim, isso é uma ordem!

- Não consigo, doerá mais do que quando furei.

- Dor? Você tem medo de dor? Rá!

Com um alicate em mãos, puxo de uma só fez aquela argola pendurada em seu peito, que se perde no chão em meio ao sangue da garota. Lágrimas e mais lágrimas, não me comovem. Encosto aquele corpo magro num lugar apoiável e constato a falta de lubrificação.

- Vá, sente-se e arraste-se naquela poça e volte aqui. Não ouse dizer qualquer palavra.

Submissamente cabisbaixa, apoia-se, e me oferece um rabo carmim.

2 comentários:

MRC disse...

Disponha.

=)

A presto...

Naiara disse...

Uai, então tá, né?!

Senta lá, senta...