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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Parco



se porventura lembrar do gosto ácido de meus lábios
não esqueça da dor que te causei
das noites turvas que perdestes a vagar em sonhos
ou do desalento que joguei em teus braços
aquele fardo velho onde guardamos sentimentos, também coração,
é prova contrária de que existe verdade
hipótese e tese em simbiose
ou apenas memórias rotundas fustigadas de desejo
para calar a loucura anunciada
vou poupar, cansei de ser barroco
não quero mais um corpo nu para calar o meu pranto

5 comentários:

MaxReinert disse...

Sim... chega de ser barroca.. busquemos a simplicidade.. e depois nos afoguemos nela!

niinaxuxu disse...

Já disse várias vezes né?
adoro tudo que escreve...mas sint um tanto de melancolia em seus posts!


Sabe né...to sempre ali
se precisar.
já sabe.


beijos

€lєҟtrα disse...

Também cansei de ser barroca, a dualidade é óbvia, Descartes já a descrevia, Nietzsche foi mais ambicioso e falou em múltiplos "eus", agora eu digo, chega de filosofia e vamos a atividade!

Beijokas*

Sabri F. disse...

UaaaaL! simplesmente: Adorei...

Daisy Libório disse...

Lindíssimo, garoto... verdadeiramente lindo!