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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

La haine du Chat le Mort




Entrei sedento no lugar. Pouca luz, muita fumaça e alguns bêbados segurando o balcão. Precisava apenas de um copo limpo e algo forte para aplacar a minha consciência sobre os últimos fatos ocorridos. Ontem, ano novo, encontro pela quarta e talvez última vez uma antiga amiga e quase-amor. Levei um tapa na minha bondade sem o merecer. É fácil alguém julgar o meu passado e pensar qual a medida o meu mundo tem. Porém, não é fácil enxergar a falta de ganância, o ato de dar sem esperar algo de retorno. Ela, que tanto fala de simplicidade, não soube apenas receber. E eu que pensei que os gatos gostassem de mim.
Apenas um copo de cólera aflora o meu mal, apenas um...

  

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