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sábado, 12 de maio de 2007

Cartas que escrevi aos amores que tive e nunca enviei



Uma carta de amor é algo incompreensível
Pra quem nunca sentiu o toque do amor
Juras infindáveis e eternas
De seres tão desprezíveis perante o todo ou o nada

O infinito e o minúsculo são tamanhos
Facilmente alcançados
Quando o ópio do amor
Inebria os nossos sentidos e razões

Todo defeito é minúsculo
E todo prazer é infinito
Todo tempo é minúsculo perto de você
E a saudade ultrapassa o infinito

Difícil é romper os laços
E matar amor que colore os teus olhos
Pois póstuma é a visão de um ser apaixonado
Que só enxerga o todo após o triste fenecer

Falar de amor é não falar de nada
Pois ele me escorre pelos dedos
Como o ar que respiro
E sai do meu peito como o mais calado grito

...

Por hoje basta... o prelúdio já está no quinto compasso e o tema já vai começar...

Que a música sem fim chamada silêncio comece a tocar

12/05/07

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