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domingo, 14 de janeiro de 2007

A Boca


Palavras, gemidos e sussurros
A boca rompe o silêncio como um prelúdio
Da música que a alma canta

Ela, tão bela que mostra o sorriso
Ela, tão triste que jorra o grito
Fecunda como a terra depois da chuva
Soturna como o próprio breu

Mas nos teus lábios que encontro a minha paz
Perene e doce afagas todos meus sentidos
As vezes pertubadoramente lacônica
Noutras delongas sem fim

Agora me aprisionas pela boca
Pois, sem ela, já não sei quem sou
E assim, tu partes o que sou eu
E uni por ela ao teu tu

14/01/07

Um comentário:

MaxReinert disse...

Eu acho muito interessante quando vejo um texto (como este aqui) datado.

Eu não sei escrever por escrever. Nunca soube o que é escrever em papel. Quando escrevo já é dentro do computador, muitas vezes dentro da interface do próprio blog e já vou vomitando pro mundo.

Tenho a impressão de que se deixar algum texto muito tempo guardado não terei mais coragem de publicá-lo

Coisas...coisas....