Páginas

domingo, 21 de outubro de 2007

Eu quero explodir o seu vaso sanitário! (e vai respingar)



Muitos garotos podem vestir uma farda
E brincarem que são os soldadinhos de chumbo de uma nação
Mas poucos viram homens
Pra entender o que é a guerra

Apesar do sangue nas suas mãos
Não entendem que são apenas peões no grande tabuleiro
Que nada do que fizerem
Será mais importante do que a sua morte

Seja pelo seu deus ou seja pela sua família
A guerra destrói os fracos e consome os inocentes
Mas será que ela não é o instrumento da evolução?

Como podemos distinguir o que é podre
E que serve apenas de adubo
Do que precisa germinar pra construir novos jardins

Salve a guerra nossa de cada dia
Porque só a paz não estimula o espírito humano
Só com problemas é que lutamos e crescemos
Sem o adubo dos corpos e almas
A messe não será ceifada
E o homem vira novamente coletor

Acomodados aqueles que buscam a paz
Que fogem de conflitos e discussões
Pacíficos ânimos dolentes
Que não têm sangue em suas veias

Compre um livro e mate a sua ignorância
Pois não faltam indagações sobre tudo
É fácil acreditar no equilíbrio
E calar o desejo de saber do que é feito o mundo

Certas são as crianças
Que botam a mão no fogo pra descobrir que ele é malvado
Tolo é o homem
Que abandona uma pergunta por se sentir cansado

21/10/07