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sábado, 21 de julho de 2007

Boneco de pano



Tolo és tu
Que tem as víceras de farrapos
Rotos e escrotos
São teus sentimentos pelo mundo

Serves bem a quem convém
Mas quando sujo e desnudo
Ninguém lhe oferece lágrimas
Para limpar o teu sorriso

Sorriso bobo
De criança sem malícia
Que mal tem dentes
Para abocanhar o mundo

E a tua língua
Que talvez poucos entendam
Tristes balbucios
De muitos gemidos

Pobre boneco de pano
Que de tanto tentar ser humano
Esqueceu quem era e o que é
Teu lugar não é aqui
Vá em busca da tua quimera
Porque monstros, somos todos nós

...

21/07/07

terça-feira, 17 de julho de 2007

O Sonho


A patética existência do ser
Se confunde com a liberdade e os sonhos
Cada qual um crivo de desejos
Todos únicos e particulares

Tantos quanto os desejos
Os segundos se perdem na memória
E o conformismo consome a vida
Como as brasas num cigarro

Triste dúvida da escolha
Podre certeza de poder errar
Verdades escuras que ficam caladas
No torpor da lamúria clara da solidão

Lágrimas não cobrem mais o meu sorriso
Pois o juízo é alheio a minha vontade
E tarde o dia nasce de novo

...

E eu que pensei que não gostava de gat@s...

17/07/07