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domingo, 21 de janeiro de 2007

Rio





Parado a olhar o rio que não corre
Congelado, calado, nu e sem vida
Talvez atravessar o rio eu devesse
Mas não vejo Caronte

Quem sabe as moedas me sirvam pra algo
Onde será que encontro uma máquina de chocolates?
Talvez um pouco de felicidade instântanea
Me livre desta falta de sexo

E se ele estiver de férias?
Quanto tempo será que dura a eternidade?
Talvez construir uma jangada fosse um bom passatempo
Pode ser perigoso

Será que existe um monopólio de barqueiros da morte?
Qual era o nome daquele maldito cachorro de três cabeças?
Talvez ele conheça algum atalho pro outro lado
Mas pra que atrevessar um mar de pensamentos
Se não consigo cruzar o rio que corre pra lugar nenhum

Um comentário:

Laura Junkes disse...

os ciclos se repetem...