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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

O Libertino


Eu sou isto
Um libertino
Que se esconde atrás da pompa de bom moço
Não que um ser devasso não possa coexistir com tal
Mas a dita sociedade recusa tal coexistência natural
Quem disse que o amor não é libertino???
Ou que o mais puro prazer não é o amor???
Arcano impostor aquele que se priva de viver
Pois os murmúrios da tua consciência hão de te entorpecer
E louco te tornarás...
E aí então não existirá mais realidade
Porque o insano é consumido por seus devaneios
E de nada adianta a beleza ou as cores
Se não tens olhos para enxergar tal
Não adianta o cheiro das rosas
Pois o teu ópio destruiu os cheiros
E até o mais simples palato
Tornou-se fel na tua boca imunda

Porém, num breve momento, o libertino
Vive a sua vida, projetado suas volúpias a todos os que o cercam
Ele apesar de imerso na sua putaria
Sente todos os cheiros e gostos do mundo
Pois não tem medo da realidade
E cada dia tem uma nova cor

...

Uma estrela não escolhe em que céu vai brilhar, são as pessoas que escolhem se querem vê-las ou não...

3 comentários:

Laura Junkes disse...

Este foi o que mais gostei! É vc... e sou eu!
;)

Laura Junkes disse...

Agora seu blog está no meu blog...
Bjk

elfah disse...

Lendo as suas palavras, suas vivências, seus pensamentos...
Me vem uma vontade de te fazer feliz, de ver um sorriso em seu rosto, poder ler algo que diga o quanto sua mente está calma, sua energia radiante e seu coração feliz...
Espero poder tornar a sua vida não somente a realização de suas libertinagens, mas também um mar de sorrisos, bons momentos e realizações... Já falei que quero te ver bem?

Que eu ainda possa ver nesse blog, não somente luxuria, tristeza, lembranças e profundidade... mas também a alegria e felicidade. :*